O frio
Que precede o sono
Que precede o homem
Que precede o medo
Tens teus segredos
Chamas!
Absurdas!
Um misterioso enredo.
Uma noite atípica
Aquela mão;
frígida.
E o tremer dos seus dedos.
A morte,
Silenciosa! Assustadora!
Impiedosa.
Trate-a com desprezo.
Samuel West
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Nojo...
Engraçado como algumas coisas acontecem. Ou não. Ironias fazem parte de nossas vidas. E nos acompanham até nosso último suspiro.
Enoja-me ver-te com esse teu ar de superioridade, achando que tu estás acima de tudo e de todos que te amam, e dos que tu diz amar.
Enoja-me esse teu olhar distraído, muitas vezes sentido, mas que jaz abatido, sem que pudesse mesmo piscar.
Enoja-me esse teu sangue, que agora corre em meu quarto. Sangue este que, outrora jorrado, mancha meus quadros e as bordas de meus retratos.
Enoja-me o modo como engole meu orgasmo, mesmo morta, com sarcasmo. Como se um dia, todo eu, teu foste.
Enoja-me essa lágrima que nem chagastes da derramar. Essa tua perna, que nem mesmo as unhas podes mais pintar. Essa tua mão esquelética, patética, que outrora acreditou que pudesse desenhar.
Enoja-me teu rim, que, num último temor, deixou-se escorrer, e essa tua fétida urina que agora polui meu ar.
Enoja-me tua boca, de dentes perfeitos e imaculados, todos eles arrancados, para que não possas mais beijar.
Enoja-me ver-te com esse teu ar de superioridade, achando que tu estás acima de tudo e de todos que te amam, e dos que tu diz amar.
Enoja-me esse teu olhar distraído, muitas vezes sentido, mas que jaz abatido, sem que pudesse mesmo piscar.
Enoja-me esse teu sangue, que agora corre em meu quarto. Sangue este que, outrora jorrado, mancha meus quadros e as bordas de meus retratos.
Enoja-me o modo como engole meu orgasmo, mesmo morta, com sarcasmo. Como se um dia, todo eu, teu foste.
Enoja-me essa lágrima que nem chagastes da derramar. Essa tua perna, que nem mesmo as unhas podes mais pintar. Essa tua mão esquelética, patética, que outrora acreditou que pudesse desenhar.
Enoja-me teu rim, que, num último temor, deixou-se escorrer, e essa tua fétida urina que agora polui meu ar.
Enoja-me tua boca, de dentes perfeitos e imaculados, todos eles arrancados, para que não possas mais beijar.
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