sábado, 25 de julho de 2020
:)
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sábado, 13 de maio de 2017
Crisis
Consegui me ferir pela primeira vez
Sempre fui fraco pra dor física
Mas a dor mental é mais insuportável.
Talvez não devesse
Mas senti necessidade
A vontade era de algo maior
Digno do meu ego
Se não consigo deixar algo bom
Que deixasse algo memorável
Assim todos lembrariam
Escrever já foi alívio em outros tempos
Sobreviver, o martírio.
Se há vida após a morte, é preferível ser imortal.
segunda-feira, 1 de maio de 2017
Frio demais
Hoje tá frio demais
Tentei abrir a porta e sair
Pra fumar
Mas preferi ficar deitado
Esperando o meu dia acabar
E tomar um café
Enquanto esqueço de tentar não lembrar
De você
E antes que seja tarde
Me diz tua vontade
Que eu vou preferir sofrer
Não sei se é ego ou vaidade
Mas nada mais me faz crer
Que eu eu não sou suficiente pra você
domingo, 27 de novembro de 2016
Copo
Tudo começa com um copo virado.
Ele não está mais "meio cheio" ou "meio vazio".
É, se ele está virado, ele deve estar vazio. Mas e o ar, conta?
Conta.
O ar, em tese, é o que nos deixam cheios, o que faz com que nós existamos
Mas, às vezes, esse ar também nos deixa vazios.
Existir por existir não pode ser tão bom.
Mas também não deve ser tão ruim.
O que faz um copo "meio-cheio" ou "meio vazio" não é só o ar que ele respira.
Tudo é essência.
Imagine um corpo.
Ele não está mais "meio cheio" ou "meio vazio".
É, se ele está virado, ele deve estar vazio. Mas e o ar, conta?
Conta.
O ar, em tese, é o que nos deixam cheios, o que faz com que nós existamos
Mas, às vezes, esse ar também nos deixa vazios.
Existir por existir não pode ser tão bom.
Mas também não deve ser tão ruim.
O que faz um copo "meio-cheio" ou "meio vazio" não é só o ar que ele respira.
Tudo é essência.
Imagine um corpo.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
O FRIO
O frio
Que precede o sono
Que precede o homem
Que precede o medo
Tens teus segredos
Chamas!
Absurdas!
Um misterioso enredo.
Uma noite atípica
Aquela mão;
frígida.
E o tremer dos seus dedos.
A morte,
Silenciosa! Assustadora!
Impiedosa.
Trate-a com desprezo.
Samuel West
Que precede o sono
Que precede o homem
Que precede o medo
Tens teus segredos
Chamas!
Absurdas!
Um misterioso enredo.
Uma noite atípica
Aquela mão;
frígida.
E o tremer dos seus dedos.
A morte,
Silenciosa! Assustadora!
Impiedosa.
Trate-a com desprezo.
Samuel West
Nojo...
Engraçado como algumas coisas acontecem. Ou não. Ironias fazem parte de nossas vidas. E nos acompanham até nosso último suspiro.
Enoja-me ver-te com esse teu ar de superioridade, achando que tu estás acima de tudo e de todos que te amam, e dos que tu diz amar.
Enoja-me esse teu olhar distraído, muitas vezes sentido, mas que jaz abatido, sem que pudesse mesmo piscar.
Enoja-me esse teu sangue, que agora corre em meu quarto. Sangue este que, outrora jorrado, mancha meus quadros e as bordas de meus retratos.
Enoja-me o modo como engole meu orgasmo, mesmo morta, com sarcasmo. Como se um dia, todo eu, teu foste.
Enoja-me essa lágrima que nem chagastes da derramar. Essa tua perna, que nem mesmo as unhas podes mais pintar. Essa tua mão esquelética, patética, que outrora acreditou que pudesse desenhar.
Enoja-me teu rim, que, num último temor, deixou-se escorrer, e essa tua fétida urina que agora polui meu ar.
Enoja-me tua boca, de dentes perfeitos e imaculados, todos eles arrancados, para que não possas mais beijar.
Enoja-me ver-te com esse teu ar de superioridade, achando que tu estás acima de tudo e de todos que te amam, e dos que tu diz amar.
Enoja-me esse teu olhar distraído, muitas vezes sentido, mas que jaz abatido, sem que pudesse mesmo piscar.
Enoja-me esse teu sangue, que agora corre em meu quarto. Sangue este que, outrora jorrado, mancha meus quadros e as bordas de meus retratos.
Enoja-me o modo como engole meu orgasmo, mesmo morta, com sarcasmo. Como se um dia, todo eu, teu foste.
Enoja-me essa lágrima que nem chagastes da derramar. Essa tua perna, que nem mesmo as unhas podes mais pintar. Essa tua mão esquelética, patética, que outrora acreditou que pudesse desenhar.
Enoja-me teu rim, que, num último temor, deixou-se escorrer, e essa tua fétida urina que agora polui meu ar.
Enoja-me tua boca, de dentes perfeitos e imaculados, todos eles arrancados, para que não possas mais beijar.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
(In)Sanidade...
Talvez o único remédio para os loucos seja sua própria consciência
Quando as vozes ecoam em sua mente.
Para os julgados gênios, somos loucos, porém somos sãos dentro de nós mesmos
Apenas nós somos capazes de enxergar além de nossos olhos, e dentro de nossos espíritos.
Apenas nós podemos guiar-nos dentro de um infinito conhecimento.
Apenas nós podemos confundir os ditos sábios, que sabidos de sua ignorância, nos acusam e insanos, para que possam se vangloriar de sua tolice.
Nos estudam como doentes, porém buscam em nossas mentes as respostas para as perguntas que farão por toda vida.
Mas não somos tolos.
Não entregaremos nossos segredos de modo tão simples.
Não daremos a eles um gole de nosso vinho.
Talvez sejamos julgados como loucos.
Mas nunca, e repito, nunca seremos tolos.
Samuel West
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