quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Último suspiro...
E foi então que, cansado de caminhar por 47 dias, resolvi repousar em uma árvore. Minhas pernas eu já não sentia, há muito já trocava de pele, minha barba já estava longa, e ela ainda continuava longe. Fazia dias que não sabia o que era comer, ou beber, ou mesmo dormir. Pois havia prometido à ela, que sempre iria buscá-la, onde ela estivesse, nunca iria parar de procurá-la, que mesmo que a terra à levasse, eu partiria em busca de sua alma. Havia parado para repousar, pois minha tristeza já era tanta que as lágrimas não me deixavam mais enxergar. E foi entre essas lágrimas, que a vi, com seus cabelos lisos, à cintura, soltos sob ação do vento, negros como aquela noite que adentrava meu coração, e finalmente fitei seus olhos, que estavam como os da última vez que os havia visto, me passando toda sua calma, toda sua gentileza, e todo o seu carinho. Ela então se aproximou, e estendeu sua mão, eu a segurei com minhas últimas forças, saberia que finalmente poderia acompanhá-la, e que dessa vez realmente seria para a eternidade, e que depois de tanto procurar, de tanto sofrimento, poderia, e o melhor, ao lado dela, descansar em paz.
domingo, 23 de novembro de 2008
Páginas...
Olhe para aquelas páginas...
Elas se perderam com o tempo
Páginas que nem o fogo conseguiu destruir
Páginas que nem o vento conseguiu levar
Páginas que continham palavras
Páginas que continham sentimentos
Páginas que jaziam guardadas
Expressando cada momento...
Mas o tempo às fez sumir
E das páginas, antes indestrutíveis
Nada mais se pode ouvir...
Elas se perderam com o tempo
Páginas que nem o fogo conseguiu destruir
Páginas que nem o vento conseguiu levar
Páginas que continham palavras
Páginas que continham sentimentos
Páginas que jaziam guardadas
Expressando cada momento...
Mas o tempo às fez sumir
E das páginas, antes indestrutíveis
Nada mais se pode ouvir...
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Quem sou?
"Sou um paradoxo redundante
Sou tudo
Sou nada
Sou um livro e suas erratas
Sou um ser andante
talvez gritante
e mesmo errante
Sigo com meus pés alados
E entre todas as matérias
Sou a mais solúvel
E em momentos extremos
A menos solúvel
Sou um sólido líquido
Que se despeja em gás
Transformo em ouro o que toco
E em podridão o que deixei para trás
Sou uma parte
Sou o todo
Sou o diamante
Sou o lodo"
Samuel West
Sou tudo
Sou nada
Sou um livro e suas erratas
Sou um ser andante
talvez gritante
e mesmo errante
Sigo com meus pés alados
E entre todas as matérias
Sou a mais solúvel
E em momentos extremos
A menos solúvel
Sou um sólido líquido
Que se despeja em gás
Transformo em ouro o que toco
E em podridão o que deixei para trás
Sou uma parte
Sou o todo
Sou o diamante
Sou o lodo"
Samuel West
Sentidos Aguçados...
"Talvez a derrota de uma alma é quando ela perde seu espírito, e então as sombras tomam de conta e o poder exercido por sua fraca mente pode ser então transformado em lágrimas. Para que versos enfim ditados em nobres extenções possam se ploriferar em doces desilusões. E então toda a vida que se esvaiu de uma alma se transforme em Morte. "
23:37
20 de fevereiro de 2008
"Fora de órbita, talvez apenas mais uma alma sem sentido, pois todos os contrários de uma vida apontam à morte, e cérebros por fim deferidos em versos signifiquem asas, de uma pobre imaginação humana. Onde talvez se possa conseguir toda riqueza mental, e espíritos que rondam sua mente possam então comparar seus mais puros extintos de sobrevivência e talvez um dia as armas de um coração letal se transformem em navalhas que possam, então, cortar as amarras que prendem sua alma à vida, para que se possa escair e chegar ao seu destino, onde todos os seus pecados serão ouvidos e todo o sacrifício será considerado em vão. Numa nobre mente, rica e pobre, sadia e doente, para que possa enxergar a morte."
20 de fevereiro de 2008
Samuel West
23:37
20 de fevereiro de 2008
"Fora de órbita, talvez apenas mais uma alma sem sentido, pois todos os contrários de uma vida apontam à morte, e cérebros por fim deferidos em versos signifiquem asas, de uma pobre imaginação humana. Onde talvez se possa conseguir toda riqueza mental, e espíritos que rondam sua mente possam então comparar seus mais puros extintos de sobrevivência e talvez um dia as armas de um coração letal se transformem em navalhas que possam, então, cortar as amarras que prendem sua alma à vida, para que se possa escair e chegar ao seu destino, onde todos os seus pecados serão ouvidos e todo o sacrifício será considerado em vão. Numa nobre mente, rica e pobre, sadia e doente, para que possa enxergar a morte."
20 de fevereiro de 2008
Samuel West
Ela e seu suspiro...
" E ela deita com seu manto
Repousando sobre a lua
Onde seus medos são apenas vultos,
Vultos de uma alma já partida.
E em seu coração
Paira uma névoa
Distinta entre seu sangue e suas angústias
Trazendo de volta seus sonhos.
Para que possam, enfim, ser partidos. "
Samuel West
Repousando sobre a lua
Onde seus medos são apenas vultos,
Vultos de uma alma já partida.
E em seu coração
Paira uma névoa
Distinta entre seu sangue e suas angústias
Trazendo de volta seus sonhos.
Para que possam, enfim, ser partidos. "
Samuel West
Psicodelia...
Psicodelia
Simples momento de euforia
Eufórica tristeza ao fim do dia
Trânsitos sonhos em minha mente
Uma simples viagem ao obscuro
de meus pesadelos.
Finas lãs de prata
Que se ligam aos meus dedos
Doces canções de um ser enfermo.
Triste daquele que não encontra agonia,
enquanto na comemoração de sua euforia,
Se rende à psicodelia.
Samuel West
Simples momento de euforia
Eufórica tristeza ao fim do dia
Trânsitos sonhos em minha mente
Uma simples viagem ao obscuro
de meus pesadelos.
Finas lãs de prata
Que se ligam aos meus dedos
Doces canções de um ser enfermo.
Triste daquele que não encontra agonia,
enquanto na comemoração de sua euforia,
Se rende à psicodelia.
Samuel West
Viagens... ?
A morte vai muito além da vida
Talvez em negros mantos onde,
Repousam suas histórias
Entre as feridas superficiais
E as felicidades infernais
Onde as alegrias são meras ilusões
Tristezas são sinais de êxtase
E mesmo na profundidade de sua alma
Nada resta, e tudo basta.
19 de abril de 2008
E a escuridão envolve novamente meus sonhos
Meus pesadelos se tornam realidade
E a realidade nada mais é.
Renegando meus passos
Concluindo que o futuro não existe
E o passado foi apenas uma ilusão
E talvez quando a morte chegar
Eu possa entender o sentido da vida
Ou não.
21 de abril de 2008
Trevas...
Se seu coração pode senti-las
Você pode vivê-las
E quem sabe admitir
Que apenas nelas você encontra
o que sempre buscou
Se seu objetivo é felicidade
Sua realidade é tristeza
Se seu objetivo é o poder
Sua realidade é o fracasso
Busque o que não quer com o
objetivo de não alcançar.
E só assim poderás ser o que deseja.
Sexta feira, 16 de maio de 2008.
00:10
Talvez em negros mantos onde,
Repousam suas histórias
Entre as feridas superficiais
E as felicidades infernais
Onde as alegrias são meras ilusões
Tristezas são sinais de êxtase
E mesmo na profundidade de sua alma
Nada resta, e tudo basta.
19 de abril de 2008
E a escuridão envolve novamente meus sonhos
Meus pesadelos se tornam realidade
E a realidade nada mais é.
Renegando meus passos
Concluindo que o futuro não existe
E o passado foi apenas uma ilusão
E talvez quando a morte chegar
Eu possa entender o sentido da vida
Ou não.
21 de abril de 2008
Trevas...
Se seu coração pode senti-las
Você pode vivê-las
E quem sabe admitir
Que apenas nelas você encontra
o que sempre buscou
Se seu objetivo é felicidade
Sua realidade é tristeza
Se seu objetivo é o poder
Sua realidade é o fracasso
Busque o que não quer com o
objetivo de não alcançar.
E só assim poderás ser o que deseja.
Sexta feira, 16 de maio de 2008.
00:10
Pequenos Devaneios...
"E as sombras despejam suas lágrimas de sangue em minha face. Outrora jazia ali um corvo que, cansado de suas astúcias, levou embora seu sonho de viver. Partiu assim rumo às negras estradas que levam à morte."
"Tenho medo de suas palavras, elas me dão conforto e agonia. Me dão teu corpo, mas me tiram toda euforia. Pudera eu trazer-te de volta à vida, para que juntos pudéssemos encontrar nosso desespero final."
"Preciso de meus versos, das minhas horas, preciso novamente dos meus sentimentos. Cego pela dor, perdi-me em meu próprio caminho. E as orações à mim concebidas se tornaram em vão. Meus sonhos se tornaram pesadelos e minha morte não é nada mais que a exaustão de minha pele, corrompida e destruída pela ação dos meus próprios sentidos. Escuridão e nada mais. Resta-me apenas uma saíde, a porta ainda se mantém aberta e por ela decidirei se passarei ou não. Preciso novamente do seu toque, mesmo ele estando mórbido com o passar de todos esses anos. Tua vida me fez voltar... E tua ida me faz querer partir..."
Samuel West
"Tenho medo de suas palavras, elas me dão conforto e agonia. Me dão teu corpo, mas me tiram toda euforia. Pudera eu trazer-te de volta à vida, para que juntos pudéssemos encontrar nosso desespero final."
"Preciso de meus versos, das minhas horas, preciso novamente dos meus sentimentos. Cego pela dor, perdi-me em meu próprio caminho. E as orações à mim concebidas se tornaram em vão. Meus sonhos se tornaram pesadelos e minha morte não é nada mais que a exaustão de minha pele, corrompida e destruída pela ação dos meus próprios sentidos. Escuridão e nada mais. Resta-me apenas uma saíde, a porta ainda se mantém aberta e por ela decidirei se passarei ou não. Preciso novamente do seu toque, mesmo ele estando mórbido com o passar de todos esses anos. Tua vida me fez voltar... E tua ida me faz querer partir..."
Samuel West
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Versos II
Sou apenas um segundo
Que passou em dois minutos
Se calou na madrugada
Em morte do século inexistente
Casos são fatos
Fatos são histórias
Nobres são as penas
Pobres são seus falhos sonhos
E como se não bastasse a noite
É criado o dia
Com sua inútil destreza
Sua útil inteligência
De fazer-se claro
Em plena noite
E escura
Em pleno dia
Versos, Versos, Versos
Para que escrever?
Não consegues entender?
Não vês? Não crês?
Silêncio de um túmulo
Perdido na escuridão da noite
Como o sangue de uma morte
Que se encerra
Na sua própria...
Sorte.
Que passou em dois minutos
Se calou na madrugada
Em morte do século inexistente
Casos são fatos
Fatos são histórias
Nobres são as penas
Pobres são seus falhos sonhos
E como se não bastasse a noite
É criado o dia
Com sua inútil destreza
Sua útil inteligência
De fazer-se claro
Em plena noite
E escura
Em pleno dia
Versos, Versos, Versos
Para que escrever?
Não consegues entender?
Não vês? Não crês?
Silêncio de um túmulo
Perdido na escuridão da noite
Como o sangue de uma morte
Que se encerra
Na sua própria...
Sorte.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Escárnio
Você já teve vontade de matar? Não falo daquela vontade de que um personagem de novela, de um livro, de um filme morra... Falo da vontade de realmente matar, de sentir a sensação de matar. Poder ver o sofrimento do futuro defunto, seu desespero, vê-lo suplicando por sua vida, e ao mesmo tempo, orando para que não demore sua morte. De que vale a morte se não há sofrimento? A morte é apenas um reflexo da vida. Se sofremos por toda nossa vida, por que não sofrer um pouco mais na hora de nossa morte? Apenas mais um inútil cérebro deitado no chão do meu porão, há horas ele suplica por sua vida, porém ele não pode falar, o faz apenas com os olhos, posso ver seu desespero, sua angústia. O que ele estaria deixando para trás? Mulher? Filhos, talvez. Pouco importa. Talvez eu esteja acelerando seu ciclo, talvez eu esteja fazendo a coisa certa, na hora certa. Que droga, por que cortei a língua desse maldito? Ele bem que poderian me dizer alguma coisa. Só ouço suas tentativas falhas de falar, além do mais, essa mordaça deve atrapalhar um pouco. Talvez ele queira gritar, voou dar-lhe essa oportunidade. Tiro sua mordaça. Ele berra, urra, tenta falar algo. Gritar talvez, um grito de socorro? Piada. Começo a rir, e cada vez mais tenho a certeza de como os humanos são tolos. Seus olhos estão cheio de lágrimas. Isso bastardo. Chore! Clame por sua vida, bem que eu gostaria de saber o que você queria me dizer. Porém, não sou tão curioso assim à ponto de deixar escapar uma oportunidade de sentir prazer. Uma facada no pescoço é um modo fácil e rápido de matar alguém, ver o sangue escorrendo é a melhor parte, mas que droga! Vou ter que limpar o piso novamente. Seja feita a vontade do homem, nascemos e crescemos, mas todos terminamos da mesma maneira, amaldiçoados, ou quem sabe abençoados, com a Morte.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
111
Enquanto eu ainda andar pelo vale das sombras, pagando o preço justo pelos meus pecados, ficarei satisfeito com isso que se chama vida... Vida ou Meia-vida? Nem eu sei dizer, nada mais faz sentido, já se foram três anos desde que ela partiu, na verdade, eu a fiz partir.Era uma bela noite de abril se não estou enganado, depois de alguns drinks numa espelunca qualquer voltei para casa um "pouco" embriagado. Uma raiva das últimas semanas se acumulou em minha cabeça, olhei para ela e não vi aquela bela mulher com a qual eu havia me casado, mas sim uma vadia, que não merecia viver, não sei porque tive essa visão, agora não importa, ela veio carinhosa, eu fui rude, mas lhe dei uma última noite de prazer, usei um pouco de minha força no pescoço dela,ela tentava gritar, mas não conseguia, aquilo me excitava, a falha tentativa de gritar daquela mulher, eu soltei o pescoço da vadia, ela tossiu um pouco, mas continuou o "serviço", olhei para o criado-mudo ao lado da cama, e olhei para os olhos dela, fechados de tanto prazer, uma tesoura, eu a peguei, ela está no auge, começo a cortar o rosto dela, ela grita, um grito agudo, sim é isso... Isso me dá prazer, o grito de dor de uma mulher, olho para o pescoço dela, pescoço fino, o sangue do rosto dela escorre um pouco, a cama está com um pouco de sangue, corto o pescoço da piranha o sangue jorra como em uma fonte, ela não conseguiu terminar seu último grito de dor... O silêncio, sim, o silêncio, acho que me excita mais do que os gritos da vadia, principalmente o silêncio logo após a morte de uma mulher. O cheiro do sangue em minhas narinas, tão doce... Não fiz questão de esconder o corpo, já fui condenado à morte por esse brutal assassinato, não sei quando vou cumprir minha pena, mas não importa, o preço é justo, não me arrependo de nada, há não ser de não ter fugido, pois preso nunca mais sentirei aquela sensação de prazer novamente, não aqui, enquanto vago sozinho pelo vale das sombras.
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