quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O FRIO

O frio
Que precede o sono
Que precede o homem
Que precede o medo

Tens teus segredos
Chamas!
Absurdas!
Um misterioso enredo.

Uma noite atípica
Aquela mão;
frígida.
E o tremer dos seus dedos.

A morte,
Silenciosa! Assustadora!
Impiedosa.
Trate-a com desprezo.

Samuel West

Nojo...

Engraçado como algumas coisas acontecem. Ou não. Ironias fazem parte de nossas vidas. E nos acompanham até nosso último suspiro.

Enoja-me ver-te com esse teu ar de superioridade, achando que tu estás acima de tudo e de todos que te amam, e dos que tu diz amar.

Enoja-me esse teu olhar distraído, muitas vezes sentido, mas que jaz abatido, sem que pudesse mesmo piscar.

Enoja-me esse teu sangue, que agora corre em meu quarto. Sangue este que, outrora jorrado, mancha meus quadros e as bordas de meus retratos.

Enoja-me o modo como engole meu orgasmo, mesmo morta, com sarcasmo. Como se um dia, todo eu, teu foste.

Enoja-me essa lágrima que nem chagastes da derramar. Essa tua perna, que nem mesmo as unhas podes mais pintar. Essa tua mão esquelética, patética, que outrora acreditou que pudesse desenhar.

Enoja-me teu rim, que, num último temor, deixou-se escorrer, e essa tua fétida urina que agora polui meu ar.

Enoja-me tua boca, de dentes perfeitos e imaculados, todos eles arrancados, para que não possas mais beijar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

(In)Sanidade...

Talvez o único remédio para os loucos seja sua própria consciência
Quando as vozes ecoam em sua mente.
Para os julgados gênios, somos loucos, porém somos sãos dentro de nós mesmos
Apenas nós somos capazes de enxergar além de nossos olhos, e dentro de nossos espíritos.
Apenas nós podemos guiar-nos dentro de um infinito conhecimento.
Apenas nós podemos confundir os ditos sábios, que sabidos de sua ignorância, nos acusam e insanos, para que possam se vangloriar de sua tolice.
Nos estudam como doentes, porém buscam em nossas mentes as respostas para as perguntas que farão por toda vida.
Mas não somos tolos.
Não entregaremos nossos segredos de modo tão simples.
Não daremos a eles um gole de nosso vinho.
Talvez sejamos julgados como loucos.
Mas nunca, e repito, nunca seremos tolos.

Samuel West